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Zezão, 35 anos, nasceu e sempre morou na cidade de São Paulo. Trabalhou como
motorista e motoboy, o que fez com que conhecesse todos os recantos perdidos da
cidade e resolvesse interagir com ela, primeiro na forma clássica do graffiti
"wild style" e depois desenvolvendo um estilo abstrato derivado do grafismo das
letras.
O artista intervém na cidade desde 1995 em locais como prédios
abandonados, baixos de viadutos, galerias de esgotos e águas pluviais, muros da
linha do trem e outros restos de urbanização mal planejada. Usa muito bem o
contraste das formas, certas vezes azul claras com contorno azul escuro e em
outras vezes numa fumaça multicolorida sobre a superfície deteriorada na qual
pinta.
Sua atuação como artista urbano logo
começou a chamar a atenção tanto de produtores e decoradores, como de críticos
de arte, e vieram os trabalhos comerciais, que fizeram com que Zezão passasse a
se dedicar exclusiva e profissionalmente à
pintura.
Fez trabalhos para publicidade,
executou cenografias diversas e fez ainda trabalhos institucionais como a famosa
pintura da fachada da agência Trianon Masp do Bank Boston para o aniversário de
São Paulo.
Em 2005 teve sua primeira exposição individual na galeria Choque
Cultural, em 2006 participou de outras exposições coletiva na galeria Fortes
Vilaça e no Memorial da América Latina. Em 2007 participou da exposição coletiva
"Ruas de São Paulo" na galeria Jonathan Levine em Nova York e da exposição
"Fabulosas Desordens" no centro cultural da Caixa Econômica Federal no Rio de
Janeiro.
Recentemente gravou dois documentários sobre seu trabalho de
graffiti na cidade, "O desafio de Zezão" que foi gravado no subterrâneo da
cidade e "No traço do invisível" que terá estréia no final de
2007.
Suas últimas pesquisas artísticas seguem
um caminho cada vez mais pessoal e consistente, atraindo a atenção de
colecionadores e curadores, o que tem lançado o desafio de levar sua arte tão
urbana também para galerias e museus.

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